Oração no Novo Testamento
O que o Novo Testamento ensina sobre oração: o Pai Nosso, as parábolas da perseverança, as orações de Jesus, a oração da Igreja em Atos e nas cartas.
Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém
Mt 6,9-13
A oração, no Novo Testamento, é a conversa confiante com Deus como Pai, ensinada por Jesus no Pai Nosso e vivida por ele nos momentos decisivos: no batismo, antes de escolher os doze, no Getsêmani, na cruz. Os Evangelhos mostram Jesus orando sozinho de madrugada, e as cartas pedem que a comunidade ore sem cessar, por todos, com ação de graças.
Jesus ensinou a orar com poucas palavras e sem exibição, no quarto fechado, e deu o modelo que os cristãos repetem há dois mil anos. Contou parábolas sobre a oração perseverante (a viúva e o juiz, o amigo importuno) e sobre a oração humilde (o fariseu e o publicano). Prometeu que quem pede recebe, e que onde dois ou três se reúnem em seu nome ele está no meio deles. Sua oração mais longa, em João 17, é pela unidade dos discípulos.
Em Atos, a primeira comunidade persevera nas orações, ora quando os apóstolos são presos e ora antes de enviar missionários. Nas cartas, Paulo abre quase todas com uma oração de ação de graças, pede que os fiéis orem em lugar de se inquietarem (Filipenses 4) e que orem em todas as circunstâncias (1 Tessalonicenses 5). Tiago lembra que a oração do justo é poderosa e pede que se ore pelos doentes. João garante a confiança de quem pede segundo a vontade de Deus.
Esta página reúne as perícopes em que a oração é o assunto central ou o gesto decisivo: ensinamentos, parábolas, orações de Jesus e da Igreja. Para começar, o Pai Nosso em Mateus 6 e em Lucas 11, o Getsêmani e a oração pela unidade.
As perícopes
18 passagens do Novo Testamento sobre este tema, na ordem dos livros. As que já têm página no site aparecem com link; as demais estão no app.
- Oração e jejum Nesta passagem, Jesus ensina como orar com sinceridade, evitando a hipocrisia, e oferece o modelo da oração do "Pai Nosso", que expressa confiança em Deus, pede pelo sustento diário, perdão dos pecados e proteção contra o mal. Ele também destaca a importância de perdoar os outros para receber o perdão divino.
- Peçam recebam batam Jesus ensina que devemos pedir a Deus com confiança, pois Ele ouve e responde, assim como devemos buscar e bater, sabendo que a porta se abrirá. Ele também nos lembra de tratar os outros como gostaríamos de ser tratados, resumindo a essência da lei e dos profetas.
- Getsêmani No jardim de Getsêmani, Jesus, angustiado, ora a Deus pedindo que, se possível, afaste o sofrimento que está por vir, mas aceita cumprir a vontade divina. Ele encontra seus discípulos dormindo, pedindo que vigiem e orem para resistir à tentação.
- Jesus ora e prega na Galiléia Jesus, ao amanhecer, retira-se para um lugar deserto para orar, mostrando sua busca por comunhão com Deus. Depois, atendendo ao chamado de seus discípulos, segue pregando e expulsando demônios por toda a Galiléia, levando a mensagem de esperança.
- Os doze apóstolos Após passar a noite em oração a Deus, Jesus chamou seus discípulos e escolheu doze deles para serem seus apóstolos, formando o núcleo de seus seguidores mais próximos. Entre eles estavam Simão (chamado Pedro), seu irmão André, Tiago e João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Simão o Zelote, Judas filho de Tiago e Judas Iscariotes, que mais tarde o trairia.
- O Pai Nosso Em Lucas 11:1-13, Jesus ensina seus discípulos a orar com a oração do Pai Nosso, que invoca a santidade de Deus, pede o pão diário, perdão para os pecados e proteção contra o mal, enquanto se busca a vontade divina. Ele ilustra a importância da persistência na oração por meio de uma parábola e assegura que Deus, como um pai amoroso, responderá generosamente, inclusive concedendo o Espírito Santo aos que pedem com fé.
- A parábola da viúva persistente Jesus conta a parábola de uma viúva que, com persistência incansável, consegue justiça de um juiz injusto e relutante, ensinando que devemos orar continuamente sem desanimar. Ele conclui questionando se, ao retornar, o Filho do Homem encontrará tal fé na terra.
- O fariseu e o publicano Jesus conta a parábola de um fariseu orgulhoso que ora no templo, agradecendo a Deus por não ser como os pecadores, e um publicano humilde que, de longe, pede misericórdia batendo no peito por seus pecados. Deus justifica o publicano em vez do fariseu, ensinando que os humildes serão exaltados, enquanto os orgulhosos serão humilhados.
- A oração de Jesus Nesta oração profunda ao Pai, Jesus pede sua própria glorificação para revelar o amor divino, intercede pela proteção e santificação de seus discípulos pela verdade da Palavra, e ora pela unidade de todos os futuros crentes, para que o mundo reconheça o amor de Deus neles.
- A Comunidade em Jerusalém Após o Pentecostes, os primeiros cristãos em Jerusalém formavam uma comunidade unida, dedicada ao ensino dos apóstolos, à comunhão, ao partir do pão e às orações, compartilhando bens e vendendo propriedades para suprir as necessidades de todos. Eles se reuniam diariamente no Templo e em casas com alegria e simplicidade de coração, e o Senhor acrescentava a cada dia aqueles que eram salvos.
- A oração da comunidade Após serem libertados da prisão, Pedro e João se reúnem com a comunidade cristã primitiva, que ora unida a Deus pedindo ousadia para pregar a Palavra de Jesus, apesar das ameaças dos líderes. Deus responde poderosamente, fazendo o lugar tremer e enchendo todos com o Espírito Santo, concedendo-lhes coragem para testemunhar.
- Oração de Paulo pelos Efésios Paulo ora de joelhos para que os efésios sejam fortalecidos pelo Espírito no íntimo do ser, com Cristo habitando em seus corações pela fé, e enraizados e firmados no amor. Ele pede que compreendam a imensidão do amor de Cristo, sendo cheios de toda a plenitude de Deus, e conclui louvando o poder divino que realiza infinitamente mais do que podemos pedir ou imaginar, para glória da igreja em Cristo Jesus por todas as gerações.
- Alegrai-vos no Senhor Paulo exorta os cristãos a se alegrarem sempre no Senhor, a mostrarem gentileza a todos e a não se preocuparem com nada, mas a apresentarem suas necessidades a Deus por meio de oração e súplica com gratidão. Em troca, a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará seus corações e mentes em Cristo Jesus.
- Oração e testemunho Paulo incentiva os colossenses a orarem com perseverança, vigilância e gratidão, intercedendo por ele para que Deus abra portas à mensagem do mistério de Cristo. Ele também os exorta a viver com sabedoria entre os não crentes, aproveitando bem o tempo, e a falar sempre com graça e discernimento, sabendo responder a cada um.
- Instruções Finais Nesta passagem, Paulo orienta os cristãos de Tessalônica a respeitarem seus líderes espirituais, a se ajudarem uns aos outros com paciência e bondade, evitando retribuir o mal e buscando o bem para todos. Ele os exorta a viverem com alegria constante, oração ininterrupta e gratidão em toda situação, sem sufocar o Espírito Santo, testando tudo para reter o bom e evitar o mal.
- Exortações à oração Paulo exorta Timóteo a orar por todas as pessoas, especialmente por reis e autoridades, para que todos possam levar uma vida tranquila e piedosa, honrando a Deus.
- A oração dos justos Tiago exorta os cristãos a orarem em momentos de sofrimento ou alegria, a chamarem os presbíteros para orar e ungir os doentes em nome do Senhor, prometendo cura pela fé, e a confessarem pecados uns aos outros para serem restaurados. Ele enfatiza o poder eficaz da oração dos justos, ilustrando com o profeta Elias, cuja intercessão fervorosa conteve a chuva por três anos e meio e depois a trouxe de volta.
- Confiança na Oração João escreve para assegurar aos crentes que, por meio da fé em Jesus Cristo, eles possuem a vida eterna e podem ter certeza disso. Ele enfatiza a confiança na oração, pois Deus ouve e atende aos pedidos feitos de acordo com a Sua vontade.
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