Apocalipse
O Apocalipse, último livro da Bíblia: visões para cristãos perseguidos, um livro de esperança em linguagem simbólica. Autor, data, estrutura e leitura.
O Apocalipse é o último livro da Bíblia: uma revelação dada a João em visões, com imagens fortes, para dizer a cristãos perseguidos que Cristo venceu e que a história termina com um novo céu e uma nova terra. Não é um calendário do fim do mundo, mas um livro de esperança escrito em linguagem simbólica.
O autor se chama João, exilado na ilha de Patmos; a tradição o identifica com o apóstolo, e muitos estudiosos preferem falar de um profeta cristão da Ásia Menor. A data mais aceita é o fim do reinado de Domiciano, por volta do ano 95; alguns propõem os anos 60, logo depois de Nero. Os primeiros leitores foram sete igrejas da Ásia Menor, pressionadas pelo culto ao imperador.
A estrutura segue séries de sete: as cartas às sete igrejas (capítulos 2 e 3), os sete selos, as sete trombetas e as sete taças, entrelaçados com visões do trono de Deus, do Cordeiro imolado, da mulher e do dragão, das bestas e da queda de Babilônia. Tudo converge para o julgamento final, a nova Jerusalém e o convite: vem, Senhor Jesus.
Por onde começar: pela visão de Cristo no capítulo 1, pela multidão incontável do capítulo 7 e pelo novo céu e nova terra do capítulo 21.
Por onde começar
- A visão de Cristo João, exilado na ilha de Patmos por sua fé, ouve uma voz e tem uma visão gloriosa de Jesus Cristo, descrito como o Filho do Homem com cabelos brancos como lã, olhos flamejantes, pés como bronze reluzente e uma voz como águas caudalosas, segurando sete estrelas e uma espada afiada da boca.
- A multidão incontável João tem uma visão de uma multidão incontável de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestida com roupas brancas e segurando palmas, enquanto louvam a salvação vinda do Senhor.
- Um novo céu e uma nova terra João vê uma visão de um novo céu e uma nova terra, onde o antigo mundo de dor e morte dá lugar à presença eterna de Deus entre o seu povo, que viverá em perfeita paz e renovação.
Perícopes por capítulo
Cada perícope é uma passagem completa em si mesma. As que já têm página no site aparecem com link; as demais estão no app.
Apocalipse 1
- Prólogo (Apocalipse 1,1-3) — O livro do Apocalipse inicia com a revelação de Jesus Cristo, dada por Deus por meio de um anjo a João, para mostrar aos servos do Senhor os eventos que devem acontecer em breve.
- Saudação às sete igrejas (Apocalipse 1,4-8) — João saúda as sete igrejas na Ásia com graça e paz vindas de Deus, que é, que era e que há de vir, dos sete espíritos diante do seu trono e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra.
- A visão de Cristo (Apocalipse 1,9-20) — João, exilado na ilha de Patmos por sua fé, ouve uma voz e tem uma visão gloriosa de Jesus Cristo, descrito como o Filho do Homem com cabelos brancos como lã, olhos flamejantes, pés como bronze reluzente e uma voz como águas caudalosas, segurando sete estrelas e uma espada afiada da boca.
Apocalipse 2
- À igreja em Éfeso (Apocalipse 2,1-7) — Jesus elogia a igreja de Éfeso por seu trabalho árduo, perseverança e rejeição de falsos ensinamentos, mas a repreende por ter abandonado o amor fervoroso inicial pela fé.
- À igreja em Esmirna (Apocalipse 2,8-11) — Jesus encoraja a igreja de Esmirna, que sofre tribulações e pobreza material mas é espiritualmente rica, a permanecer fiel apesar das perseguições iminentes, como prisão e morte, prometendo a coroa da vida eterna aos que perseverarem até o fim sem temer.
- À igreja em Pérgamo (Apocalipse 2,12-17) — Nesta carta, Jesus elogia a igreja de Pérgamo por sua fidelidade em meio à perseguição e sofrimento, mas a repreende por tolerar falsos ensinadores que incentivam idolatria e imoralidade, como a doutrina de Balaão e dos nicolaítas.
- À igreja em Tiatira (Apocalipse 2,18-29) — Nesta carta à igreja de Tiatira, Jesus elogia o amor, a fé, o serviço e a perseverança crescente dos fiéis, mas repreende a tolerância a uma falsa profetisa que incentiva a imoralidade sexual e a idolatria.
Apocalipse 3
- À igreja em Sardes (Apocalipse 3,1-6) — Jesus repreende a igreja em Sardes por ter uma reputação de viva, mas estar espiritualmente morta, exortando-os a acordar, fortalecer o que resta e se arrependerem para evitar o julgamento repentino.
- À igreja em Filadélfia (Apocalipse 3,7-13) — Jesus elogia a igreja de Filadélfia por sua fidelidade em guardar sua palavra e não negar seu nome, mesmo com pouca força, prometendo protegê-la da hora de provação que virá sobre o mundo e honrá-la como colunas firmes em seu templo, com seu nome escrito sobre elas.
- À igreja em Laodiceia (Apocalipse 3,14-22) — Jesus repreende a igreja de Laodiceia por sua mornidão espiritual – nem quente nem fria –, autossuficiência material e pobreza interior, apesar de sua riqueza externa, chamando-os de cegos e nus.
Apocalipse 4
- O trono no céu (Apocalipse 4,1-11) — João é convidado a subir ao céu e vê o trono de Deus, rodeado por um arco-íris reluzente, 24 anciãos vestidos de branco e quatro seres viventes cheios de olhos, que proclamam dia e noite a santidade do Senhor.
Apocalipse 5
- O rolo selado (Apocalipse 5,1-5) — João vê na mão direita de Deus um rolo escrito por dentro e por fora, selado com sete selos, mas ninguém no céu, na terra ou debaixo da terra é encontrado digno de abri-lo ou até de olhar para ele, o que o leva a chorar amargamente.
- O Cordeiro toma o rolo (Apocalipse 5,6-10) — João vê o Cordeiro, que parece ter sido sacrificado mas está vivo e cheio de poder e sabedoria, no centro do trono celestial, onde toma o rolo da mão de Deus.
- O louvor ao Cordeiro (Apocalipse 5,11-14) — Em uma visão celestial, uma vasta multidão de anjos e todas as criaturas do céu, da terra, debaixo da terra e do mar louvam o Cordeiro, que é Jesus, proclamando-o digno de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor eterno.
Apocalipse 6
- Os Quatro Cavaleiros (Apocalipse 6,1-8) — No Apocalipse, ao abrir os primeiros quatro selos do livro selado, o Cordeiro libera quatro cavaleiros que representam juízos divinos sobre a humanidade: o cavaleiro branco simboliza conquista, o vermelho traz guerra e derramamento de sangue, o preto impõe fome e escassez econômica, e o amarelo pálido personifica a morte, seguida pelo Hades, causando destruição por espada, fome, peste e feras selvagens.
- O Quinto Selo (Apocalipse 6,9-11) — No quinto selo, João vê as almas dos fiéis mártires debaixo do altar no céu, clamando a Deus por justiça e vingança contra aqueles que os perseguiram por causa de sua fé.
- O Sexto Selo (Apocalipse 6,12-17) — Ao abrir o sexto selo, um grande terremoto sacode a terra, o sol escurece como pano negro, a lua torna-se vermelha como sangue, estrelas caem do céu e o firmamento se enrola como um pergaminho, enquanto montes e ilhas se deslocam.
Apocalipse 7
- Os 144.000 selados (Apocalipse 7,1-8) — Quatro anjos são vistos retendo os ventos da terra para evitar danos até que os servos de Deus sejam selados em suas testas, protegendo-os do julgamento vindouro.
- A multidão incontável (Apocalipse 7,9-17) — João tem uma visão de uma multidão incontável de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestida com roupas brancas e segurando palmas, enquanto louvam a salvação vinda do Senhor.
Apocalipse 8
- O sétimo selo (Apocalipse 8,1-5) — Ao abrir o sétimo selo, o céu mergulha em um silêncio profundo por cerca de meia hora, enquanto sete anjos recebem trombetas para soar juízos divinos.
- A primeira trombeta (Apocalipse 8,6-7) — Os sete anjos tocam as trombetas, iniciando uma série de juízos divinos sobre a terra.
- A segunda trombeta (Apocalipse 8,8-9) — Quando o segundo anjo toca a trombeta, uma grande montanha em chamas é lançada ao mar, transformando um terço dele em sangue e causando a morte de um terço das criaturas vivas no mar, além de destruir um terço dos navios.
- A terceira trombeta (Apocalipse 8,10-11) — Com a terceira trombeta, uma grande estrela chamada Absinto cai do céu sobre um terço das águas doces e fontes, tornando-as amargas e envenenadas, o que resulta na morte de muitos seres humanos.
- A quarta trombeta (Apocalipse 8,12) — Quando a quarta trombeta é soada no Apocalipse, um terço do sol, da lua e das estrelas é atingido, resultando em escuridão que afeta um terço do dia e da noite, simbolizando juízo divino sobre a criação.
- A águia anuncia as três últimas trombetas (Apocalipse 8,13) — Uma águia voa pelo céu no Apocalipse, proclamando em alta voz três "ais" aos habitantes da terra, alertando sobre as graves calamidades que virão com as três últimas trombetas tocadas pelos anjos.
Apocalipse 9
- A Quinta Trombeta (Apocalipse 9,1-12) — Quando a quinta trombeta é soada, uma estrela caída do céu abre o poço do abismo, liberando uma fumaça escura que escurece o sol e a lua, e gafanhotos demoníacos emergem com poder semelhante ao de escorpiões para atormentar por cinco meses aqueles que não foram selados por Deus.
- A Sexta Trombeta (Apocalipse 9,13-21) — A sexta trombeta libera quatro anjos amarrados no rio Eufrates, que comandam um imenso exército de 200 milhões de cavaleiros cujos cavalos expelem fogo, fumaça e enxofre pela boca, causando a morte de um terço da humanidade em uma devastadora praga.
Apocalipse 10
- O anjo e o livrinho (Apocalipse 10,1-11) — Um anjo poderoso desce do céu com um livrinho aberto na mão, jurando que o tempo de espera acabou e o mistério de Deus será revelado, enquanto João é instruído a selar as palavras dos sete trovões.
Apocalipse 11
- O Templo Medido (Apocalipse 11,1-2) — João recebe uma cana de medir e é orientado a medir o templo de Deus, o altar e aqueles que nele adoram, simbolizando a preservação divina do espaço sagrado.
- As Duas Testemunhas (Apocalipse 11,3-14) — Deus comissiona duas testemunhas para profetizar por mil duzentos e sessenta dias em meio à perseguição, concedendo-lhes poderes milagrosos para proteger sua mensagem e confrontar o mal.
- A sétima trombeta (Apocalipse 11,15-19) — Com o toque da sétima trombeta, vozes celestiais anunciam que o reino do mundo agora pertence a Deus e ao seu Cristo, que reinará para sempre, enquanto os 24 anciãos o adoram por tomar o poder soberano e julgar as nações enfurecidas.
Apocalipse 12
- A mulher e o dragão (Apocalipse 12,1-6) — Em uma visão simbólica, uma mulher resplandecente, vestida de sol e coroada com doze estrelas, dá à luz um filho varão que governará as nações com poder divino, mas um grande dragão vermelho com sete cabeças surge para devorá-lo.
- Guerra no céu (Apocalipse 12,7-12) — No céu, irrompe uma grande guerra entre o arcanjo Miguel e seus anjos contra o dragão, identificado como Satanás, e seus seguidores, resultando na derrota e expulsão do dragão para a terra.
- O dragão persegue a mulher (Apocalipse 12,13-17) — O dragão, furioso por ser expulso do céu, persegue a mulher que deu à luz o filho, mas ela recebe asas de águia e foge para o deserto, onde Deus a protege por 1.260 dias.
Apocalipse 13
- A besta que surge do mar (Apocalipse 13,1-10) — João vê uma besta aterrorizante emergir do mar, com sete cabeças e dez chifres, recebendo poder do dragão para blasfemar contra Deus e oprimir os santos por quarenta e dois meses.
- A besta que surge da terra (Apocalipse 13,11-18) — Nesta visão profética, uma segunda besta emerge da terra, com aparência de cordeiro mas voz de dragão, e usa sinais milagrosos para enganar as pessoas e forçá-las a adorar a primeira besta, criando até uma imagem viva dela.
Apocalipse 14
- O Cordeiro e os 144 mil que foram comprados (Apocalipse 14,1-5) — João vê o Cordeiro de pé no Monte Sião, junto a 144 mil redimidos da terra, que têm o nome dele e de seu Pai escrito em suas testas como sinal de pureza e fidelidade.
- O primeiro anjo proclama o evangelho eterno (Apocalipse 14,6-7) — Um anjo voa pelo céu proclamando o evangelho eterno a todos os povos da terra, chamando-os a temer a Deus, dar-lhe glória e adorá-lo como o Criador do céu, da terra, do mar e das fontes das águas, pois chegou a hora do seu juízo.
- O segundo anjo anuncia a queda de Babilônia (Apocalipse 14,8) — O segundo anjo proclama em alta voz a queda de Babilônia, a grande cidade que seduziu as nações com o vinho de sua prostituição e imoralidade, anunciando assim o juízo divino sobre o mal.
- O terceiro anjo adverte contra a adoração da besta (Apocalipse 14,9-11) — O terceiro anjo proclama uma advertência solene: quem adorar a besta e sua imagem, ou receber sua marca na testa ou na mão, beberá do vinho da ira de Deus, sendo atormentado com fogo e enxofre para sempre diante dos anjos e do Cordeiro, sem descanso dia ou noite.
- Exortação à perseverança dos santos (Apocalipse 14,12) — No Apocalipse 14:12, os santos são incentivados a perseverar com paciência, guardando fielmente os mandamentos de Deus e mantendo a fé em Jesus, como sinal de sua resistência espiritual em meio às provações.
- Bem-aventurados os que morrem no Senhor (Apocalipse 14,13) — Uma voz do céu declara que bem-aventurados são os que morrem no Senhor, pois eles descansam de seus trabalhos e suas obras os acompanham para sempre.
- A colheita da terra (Apocalipse 14,14-20) — Nesta visão profética, o Filho do Homem, com uma foice afiada, colhe a terra madura como uma seara pronta, representando a reunião dos justos no fim dos tempos.
Apocalipse 15
- Os que venceram a besta (Apocalipse 15,1-4) — João vê uma visão de sete anjos preparados para derramar as últimas pragas sobre a terra, enquanto um grupo de fiéis que venceram a besta e sua influência está de pé ao lado de um mar de vidro flamejante, cantando um hino de louvor a Deus por sua justiça, poder e santidade.
- Os sete anjos com as sete pragas (Apocalipse 15,5-8) — No céu, o templo de Deus se abre, e sete anjos saem com as sete pragas finais da ira divina, vestidos de linho puro e recebendo taças de ouro cheias do seu julgamento.
Apocalipse 16
- As primeiras três taças (Apocalipse 16,1-7) — No Apocalipse, um anjo recebe a ordem de derramar as primeiras três taças da ira de Deus sobre a terra: a primeira causa úlceras malignas e dolorosas nos que carregam a marca da besta, a segunda transforma o mar em sangue, matando toda criatura marinha, e a terceira converte rios e fontes em sangue, com os céus proclamando a justiça divina por vingar o sangue dos santos.
- A quarta e a quinta taças (Apocalipse 16,8-11) — O quarto anjo derrama a sua taça sobre o sol, que passa a queimar as pessoas com calor intenso, e o quinto a derrama sobre o trono da besta, mergulhando o seu reino em trevas e angústia.
- A sexta taça: Armagedom (Apocalipse 16,12-16) — O sexto anjo seca o rio Eufrates, abrindo caminho para os reis do Oriente, e três espíritos demoníacos semelhantes a sapos saem da boca do dragão, da besta e do falso profeta para reunir os governantes do mundo para a batalha do grande dia de Deus, num lugar chamado Armagedom.
- A sétima taça (Apocalipse 16,17-21) — O anjo derrama a sétima taça da ira de Deus no ar, provocando um terremoto devastador que divide a grande cidade em três partes, derruba as cidades das nações e faz com que ilhas e montanhas desapareçam, enquanto Babilônia recebe o julgamento divino.
Apocalipse 17
- A mulher sobre a besta (Apocalipse 17,1-6) — Um anjo leva João a uma visão no deserto, onde ele vê uma mulher prostituta e luxuriosa montada em uma besta escarlate com sete cabeças e dez chifres, simbolizando um poder maligno e corruptor.
- O significado da mulher e da besta (Apocalipse 17,7-18) — Um anjo explica a visão da mulher montada na besta escarlate, revelando que a mulher simboliza a grande Babilônia, uma cidade de corrupção e imoralidade que persegue os fiéis de Deus e se embriaga com o sangue dos santos.
Apocalipse 18
- A Queda de Babilônia (Apocalipse 18,1-3) — Um anjo poderoso desce do céu e proclama a queda da grande Babilônia, que se transformou em um lugar de demônios, espíritos imundos e criaturas detestáveis.
- Chamado à Separação (Apocalipse 18,4-8) — Uma voz do céu exorta o povo de Deus a se separar de Babilônia, a grande cidade corrupta, para não participar de seus pecados e receber suas pragas.
- Lamento dos Reis, Mercadores e Navegantes (Apocalipse 18,9-19) — Os reis da terra, os mercadores e os navegantes da mar lamentam amargamente a repentina queda de Babilônia, chorando pela perda de suas imensas riquezas e luxos obtidos no comércio com ela, enquanto observam sua grandiosa cidade ser consumida pelo fogo e abandonada para sempre.
- Regozijo no Céu e a Ruína de Babilônia (Apocalipse 18,20-24) — No céu, apóstolos, profetas e santos são convidados a se regozijar pela queda de Babilônia, a grande cidade do mal, que Deus julga com justiça por seus pecados e pelo sangue de inocentes derramado nela.
Apocalipse 19
- Aleluia! As bodas do Cordeiro (Apocalipse 19,1-10) — No céu, uma imensa multidão, os anciãos e os seres viventes cantam “Aleluia!” porque Deus julgou com justiça a grande prostituta e porque chegou o casamento do Cordeiro, cuja noiva está vestida de linho puro, símbolo das obras justas do povo de Deus.
- O cavaleiro no cavalo branco (Apocalipse 19,11-16) — João vê o céu aberto e Jesus Cristo como um cavaleiro num cavalo branco, chamado Fiel e Verdadeiro e Palavra de Deus, que vem julgar e guerrear com justiça, seguido pelos exércitos do céu.
- O grande banquete de Deus e a derrota da besta (Apocalipse 19,17-21) — Na visão apocalíptica, um anjo convida as aves do céu para a ceia do grande Deus, um banquete sobre os corpos dos reis, capitães e guerreiros que se rebelaram contra o Senhor.
Apocalipse 20
- O milênio e o dragão (Apocalipse 20,1-3) — Um anjo desce do céu com a chave do Abismo e uma grande corrente, prendendo o dragão — que é Satanás, a antiga serpente — e lançando-o no Abismo por mil anos, trancando e selando-o para que não engane mais as nações nesse período.
- Os que reinam com Cristo (Apocalipse 20,4-6) — Nesta visão, João contempla tronos onde os mártires fiéis, que não adoraram a besta e foram executados por sua fé, são ressuscitados para reinar com Cristo por mil anos.
- A derrota final de Satanás (Apocalipse 20,7-10) — Após o período de mil anos de paz, Satanás é libertado de sua prisão e engana as nações para se reunirem em uma grande batalha contra o povo de Deus.
- O julgamento final (Apocalipse 20,11-15) — No Apocalipse 20:11-15, João descreve a visão do Grande Trono Branco, onde Deus julga todos os mortos com justiça, abrindo os livros que registram as ações de cada um e o Livro da Vida que contém os nomes dos salvos.
Apocalipse 21
- Um novo céu e uma nova terra (Apocalipse 21,1-8) — João vê uma visão de um novo céu e uma nova terra, onde o antigo mundo de dor e morte dá lugar à presença eterna de Deus entre o seu povo, que viverá em perfeita paz e renovação.
- A nova Jerusalém (Apocalipse 21,9-27) — No Apocalipse 21:9-27, João descreve a visão gloriosa da Nova Jerusalém, uma cidade santa que desce do céu como uma noiva adornada para seu esposo, construída com materiais preciosos como ouro puro e pedras preciosas, simbolizando a perfeição e a presença eterna de Deus e do Cordeiro.
Apocalipse 22
- O rio da água da vida (Apocalipse 22,1-5) — Na visão da Nova Jerusalém, um rio cristalino de água da vida flui do trono de Deus e do Cordeiro, regando árvores frutíferas que curam as nações e eliminam qualquer maldição.
- João e o anjo (Apocalipse 22,6-9) — O anjo assegura a João que as palavras do livro são fiéis e verdadeiras, enviadas por Deus para revelar aos seus servos o que deve acontecer em breve, e Jesus proclama sua vinda iminente, abençoando quem guarda essas profecias.
- O tempo está próximo (Apocalipse 22,10-11) — Em Apocalipse 22:10-11, o anjo orienta João a não selar o livro da profecia, pois o tempo de seu cumprimento está próximo.
- 'Eis que venho em breve!' (Apocalipse 22,12-16) — Ele abençoa aqueles que guardam os mandamentos, concedendo-lhes acesso à árvore da vida e à cidade santa, enquanto exclui os pecadores, e se revela como a raiz de Davi e a resplandecente estrela da manhã.
- Convite, advertência e bênção final (Apocalipse 22,17-21) — No final do livro do Apocalipse, o Espírito Santo e a Igreja estendem um convite amoroso a todos os sedentos: venham e bebam gratuitamente da água da vida eterna.
Quem aparece e do que fala
Personagens mais presentes: Deus, João, Jesus, Cordeiro, Anjo, Santos, Espírito, Dragão.
Temas recorrentes: julgamento divino, juízo divino, proteção divina, queda de babilônia, ira de deus, arrependimento, fidelidade, perseguição.
Vocabulário do livro
- Revelação Ἀποκάλυψις Apokalypsis
- Descerramento ou revelação de verdades divinas ocultas, aqui referindo-se à visão profética concedida por Deus a Jesus Cristo para mostrar aos servos o que deve acontecer em breve, enfatizando o aspecto escatológico e apocalíptico do livro.
- Selados σφραγισθέντες sphragisthentes
- Participípio aoristo passivo de σφραγίζω, significando 'marcados ou selados com um selo', simbolizando proteção divina contra juízos, propriedade de Deus e consagração no contexto escatológico do Apocalipse, evocando imagens de posse e segurança.
- Besta θηρίον thērion
- Animal selvagem ou fera, simbolizando uma entidade maligna e opressora no Apocalipse, frequentemente associada ao Anticristo ou poder satânico que persegue os santos e engana as nações.
- Babilônia Βαβυλὼν Babylōn
- Representa simbolicamente o império romano ou qualquer sistema mundano opressor e idólatra hostil a Deus, evocando a antiga Babilônia como centro de rebelião contra o divino no Antigo Testamento.